O Festival Somas 2025 chega à sua quarta edição em Manaus, destacando mulheres e pessoas trans na cena musical amazônica. Realizado pelo Coletivo Difusão e contemplado pelo Edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, o evento acontece de 2 a 4 de outubro no Palacete Provincial, na Praça Heliodoro Balbi, Centro, com uma programação gratuita que combina apresentações musicais e atividades formativas.

O festival nasce da necessidade de criar espaços de visibilidade e formação para mulheres e pessoas trans na música. Desde 2018, o Somas busca unir arte e resistência, promovendo debates sobre direitos humanos, diversidade e fortalecimento da cena musical na Amazônia.
“Elas e eles, mulheres e pessoas trans, precisam ocupar os palcos e os espaços técnicos da música. Cada edição do Somas confirma que a produção cultural feita por nós é potente, diversa e necessária para transformar realidades”, explica Elisa Maia, artista e produtora cultural idealizadora do evento.
Michelle Andrews, produtora cultural e co-criadora do festival, reforça que a iniciativa atua também no combate à desigualdade histórica no setor musical.
“O festival promove autocuidado, profissionalização e a valorização de artistas e técnicas, mostrando que há talento e identidade cultural na Amazônia”, afirma.
Programação
O Somas 2025 oferece oficinas, painéis e rodas de conversa com vagas prioritárias para mulheres e pessoas trans, mas abertas ao público em geral.
Entre os destaques estão oficinas como “Construindo portfólio artístico e cultural”, “Criativas: carreiras possíveis na música” e “Diversas na técnica – formação básica de sonorização para mulheres e pessoas trans”, ministrada por Jessyca Meireles, técnica de som e diretora de palco de Belém.
Dois painéis discutem a presença da música LBTT no Amazonas e a construção de videoclipes como ferramenta de narrativa e comunidade, enquanto a roda de conversa “Desacelerando para seguir: tecendo redes de cuidado na Cultura” promove reflexões sobre bem-estar e trabalho artístico.
Quatro apresentações musicais encerrarão o festival, com destaque para o grupo indígena Yebá Buró Goamü K4lyope, além de Duda Raposo e Anna Suav, colocando o protagonismo feminino e trans em evidência. Todos os shows são gratuitos e abertos ao público em geral, oferecendo uma experiência cultural inclusiva e diversa.
Além de Manaus, o festival busca ampliar o diálogo da cena local com outras regiões do país, fortalecendo redes de criação e oportunidades para mulheres e pessoas trans na música.
Para Elisa Maia, o Somas é um espaço onde arte, formação e resistência caminham juntas, promovendo mudanças na percepção e valorização da produção cultural amazônica.
Para mais informações sobre a programação e inscrições nas atividades formativas, o público pode acessar o Instagram oficial do festival.

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